Marcadores

quarta-feira, 12 de março de 2014

Parte I



“E a ti, homem bom, que sentes as mesmas angustias do desventurado Werther, possas tu encontrar alguma consolação em seus sofrimentos! Que este pequeno livro te seja um amigo, se a sorte ou a tua própria culpa não permitem que encontres outro mais à mão”!

OS SOFRIMENTOS DO JOVEM WERTHER; Johann Wolgang Goethe

Parte I
Depressão
Ainda que a chuva caia torrencialmente, ao olhar pela janela para o campo verde que se descamba molhado, posso afirmar ver uma paisagem acinzentada, nada monótona, muito pelo contrário, em sua imobilidade cheia de viva, vibra intensa se apresenta triste, mas sem dúvida bela, fazendo analogia a vida do homem, porque sem o homem, não há estradas, nem realidades que se reconhecem, muito menos caminhos pisados, macetados, repetidos, descaminhados. Nesse tema do percurso seguido, gostaria de apresentar essa desventura humana, de uma maneira diferente, esse conto, do homem, versa sobre um sujeito simples, desse tipo de “Romeu contemporâneo” que trata a própria vida com menos complexidade, como deveria fazê-lo, ou que se aproxima em seu comportamento apaixonado a todas essas pessoas, que podemos afirmar serem, por serem assim tão comuns, espelhos e personagens do poeta maior, Goethe, o desafortunado “Werther,” esse representante maior da dor, que entre tantos e muitos, iguais a si no amor são tão próximos, uns aos outros em suas dores sem o saberem, que caminham por trilhas já percorridas, em seu desespero de morte, num deserto cheio de vida, em todos seus anseios shakespearianos, deixam de ser, naturalmente, seres “indivíduos” nesse contexto da agonia e passam a ser, um “alguém”, como muitos, em movimento comum e análogo na angústia percorrida. Tais seres extremos idênticos, suicidas solitários, quando não se despedem da vida de fato, se tornam carrascos da própria da alma, e a sós, num lamento, em seus devaneios, como num canto, se decompõe gota a gota por suas próprias lágrimas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário