“E a ti, homem bom, que sentes as mesmas angustias do desventurado Werther, possas tu encontrar alguma consolação em seus sofrimentos! Que este pequeno livro te seja um amigo, se a sorte ou a tua própria culpa não permitem que encontres outro mais à mão”!
OS SOFRIMENTOS DO JOVEM WERTHER; Johann Wolgang Goethe
Parte
I
Depressão
Ainda que
a chuva caia torrencialmente, ao olhar pela janela para o campo verde que se
descamba molhado, posso afirmar ver uma paisagem acinzentada, nada monótona, muito
pelo contrário, em sua imobilidade cheia de viva, vibra intensa se apresenta triste,
mas sem dúvida bela, fazendo analogia a vida do homem, porque sem o homem, não há
estradas, nem realidades que se reconhecem, muito menos caminhos pisados, macetados,
repetidos, descaminhados. Nesse tema do percurso seguido, gostaria de
apresentar essa desventura humana, de uma maneira diferente, esse conto, do
homem, versa sobre um sujeito simples, desse tipo de “Romeu contemporâneo” que
trata a própria vida com menos complexidade, como deveria fazê-lo, ou que se
aproxima em seu comportamento apaixonado a todas essas pessoas, que podemos
afirmar serem, por serem assim tão comuns, espelhos e personagens do poeta
maior, Goethe, o desafortunado “Werther,” esse representante maior da dor, que
entre tantos e muitos, iguais a si no amor são tão próximos, uns aos outros em
suas dores sem o saberem, que caminham por trilhas já percorridas, em seu
desespero de morte, num deserto cheio de vida, em todos seus anseios
shakespearianos, deixam de ser, naturalmente, seres “indivíduos” nesse contexto
da agonia e passam a ser, um “alguém”, como muitos, em movimento comum e
análogo na angústia percorrida. Tais seres extremos idênticos, suicidas
solitários, quando não se despedem da vida de fato, se tornam carrascos da
própria da alma, e a sós, num lamento, em seus devaneios, como num canto, se decompõe
gota a gota por suas próprias lágrimas.
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